TROPEL

Como um cavalo cego

Galopava na ilusão

De encontrar felicidade

Em todo norte e direção

Mas estudando a tradição

encontrei a jóia rara

repousando quieta e terna

desde sempre no coração

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TOMO CONSCIÊNCIA E DEIXO PASSAR

Determinadas posições do yoga produzem em mim uma sensação intensa de completude e centramento. É uma onda breve, forte e determinada, enquanto dura a posição e que, com frequência, se estende por horas a situações fora da prática. A do “Guerreiro” e suas variantes são assim. Noutras, um fluxo de pensamentos atravessam a tela da mente, mas os deixo ao largo. A do “Cadáver” promove esse estado de corpo imóvel e vida circulando nele e para além dele. Enfim. A essa altura, não tenho mais como não fazer analogias entre os recentes ensinamentos de Vedanta  e situações pelas quais passei, mesmo antes do yoga, mesmo antes do contato com a tradição. Exponho-as a seguir. São cenas cotidianas de tempos distintos. Coisas simples, mas que cada uma no seu contexto teve a importância que deveria ter.

Quieta e como se paralisada, sofria diante de uma situação que percebia não ter desenvolvida a habilidade para enfrentar, pertencer. Lembro do volei no colégio. Sexta série. Tinha bastante vontade de fazer parte do time da escola. Chegava a sonhar com os jogos da primavera, uma competição entre as escolas da cidade. Mas como chegar lá, se nas aulas de educação física a professora largava a bola para o grupo e eu, a mais franzina da turma, nem conseguia sacar? A bola não passava a rede. E quando a bola vinha em mim, o que conseguia era jogá-la para trás.  Nunca me escalavam. Eu era criança e me dava conta de que a professora poderia ensinar. Se ela ensinasse, eu aprenderia. Que nada! Mais um jogo e eu fora. Descobri que a paralisia era aparente e que eu tinha um desejo por baixo dela. Desejo que movimentou em mim uma atitude. Então tomei a decisão, combinei com alguns colegas, juntamos dinheiro para uma bola de couro. A idéia era treinar por conta, depois da saída da aula. Meio-dia. Fome e sol. Assim fizemos durante meses. Aprendi a jogar. Sacava forte, com efeito. Não dava mais manchete para trás.

Mais tarde, o vestibular na esquina, estudando em cursinho de interior, fazendo um curso técnico integrado ao colegial de humanas, com apenas uma aula de química, duas de física e três de matemática semanais, encarei a Federal. Fiquei pendurada no limite para passar, encostada no último classificado. Foi horrível. Parei de novo. A prova de matemática foi dura e as poucas aulas, apesar de minha dedicação fora delas, não deram conta. Daquele quase paralisante, movimentei a decisão de passar no próximo.Comprei um livro com mil exercícios de física e de mil matemática. Fiz todos. Emplaquei o 5º lugar.

Descobri-me determinada. O sentimento de incompetência que me invadia nesse tipo de situação tinha duas fases. A primeira me afundava, mas lá do chão, ganhava a força e pensava, a partir daquele chão, a estratégia para sair.

Tive outras vivências, igualmente impressas na mesma matriz. Quando perdi um bom emprego e resolvi mudar radicalmente de vida. Troquei a urbanidade e seus apelos e migrei para o campo. Sem luz elétrica. Sem água encanada. Apenas o silêncio sobre as coxilhas. Sem conhecer as rotinas, aprendi com quem sabia. Aprendi sobre o tempo de esperar, sobre o tempo das chuvaradas e do estio. Sobre mim. Hoje, observo a coragem que tive; mas, sobretudo, a determinação de ir atrás de algo que me aproximasse do lugar que noutros momentos já experimentara, quando decidia sair do desconforto e conseguia. Um pouco diferente agora, percebo que o prazer de estar bem, dá-me condição melhor para não precisar passar pela estratégia inventada de ter que paralisar primeiro para depois me movimentar. Vou aprendendo.

Essas foram algumas das cenas que me voltaram, primeiro em flashes, quando pensei em escrever sobre o que me produzia a posição do Guerreiro. Depois, em fluxo de pensamentos que desceu pelas mãos, espraiou-se no teclado e virou texto. E que como em Shavasana, tomo consistência  e deixo passar.

EMOLDURADO SEM BORDA EM PERCURSO DE OUTRAS CAUSAS

Cá estou aconchegada no meu caminho, o caminho que tanto busquei intuitivamente nas estradinhas vicinais, nos becos e atalhos, nos confins do pampa, na grande cidade, no meio do mar. E que da intuição ao Vedanta, ao Yoga e à compreensão que vou ganhando de mim mesma pelos ensinamentos da tradição lá escorrem pelo menos uns trinta anos.

Cá estou e me sinto em paz e assim tenho me sentido. Contudo, noutro tempo, apontei o nariz para o mundo externo como se ele fosse o lugar sagrado para a obtenção dos meus prazeres. Frequentei um mundo diferente da minha casa no interior, corri madrugadas, bebi um tanto, algumas drogas, sexo e rock and roll. Cheguei a ter um envolvimento com um cara da cena do rock gaúcho que convivia com mais duas mulheres. Eia. Estava num filme. A ressaca chegava, mas daqui a pouco, tudo de novo.

Mas sei lá o porquê, mesmo me distanciando para bem longe do que intuía ser o melhor  para mim, observava uma linha delicada sob meus pés desenhando a direção, escutava uma batida no coração ressoando noutro tom. Era um mundo cheio de cor, sentia-o em profusão. Ah! e era bom! Dele obtinha inspiração para entender os poetas que falavam de morte, amor, verdade. A partir dele, pensava  minha condição e fazia conexões com coisas que hoje compreendo melhor, até porque tive a coragem de deixar aquele mundo pra lá. Deixá-lo de lado, todavia respeitá-lo e re-significar agora com conhecimento de causa o que aprendi enquanto enfiada no sonho da descoberta da liberdade. Ajustei o cinto, passei a me cuidar mais, passei a me frequentar mais. O que vi além do prazer e das cores no sonho, não me convenceu de que o caminho era trilhável e adequado. As pessoas não tinham norte e batiam compulsivamente com as cabeças nas paredes. Perdi amigos com HIV, outros endoidaram, morreram dentro de si. Eu estava viva e continuava buscando, muito muito mais dentro do que fora. Morei sozinha e sozinha respirei, chorei, fiquei triste, entrei de cabeça nas minhas escuridões. Escrevia sobre morte e lia o Pessoa. Não podia haver um fim. Onde andava o começo? Eu era um recorte no tempo. Emoldurado sem borda em percurso de outras causas, mas estava presente.

O que se movimentou, da intuição aos ensinamentos iniciais do Vedanta, desses à minha vida prática e nela o yoga, o que se movimentou foi um emaranhado de linhas que desenredadas estão a me obrar. E atenta ofereço o meu melhor ao tecido que se forma sem eu controlar.

SOBRE RELIGIÃO, SOBRE ESPIRITUALIDADE. SOBRE MIM NO PERCURSO.

O que me vêm são as lembranças do escuro no quarto, os barulhos da casa e a voz doce e segura de minha mãe no cômodo ao lado recitando uma oração para que dormíssemos bem, “santo anjo do senhor, meu zeloso guardador…” O que me vêm, o conforto sentido a partir e a vontade de continuar. Uma liberdade dentro das palavras, entremeadas na imagem da minha mãe a quem atribuía serenidade e paz nas suas ações. Mais tarde, ao crescer e alfabetizar, o caminho comum e previsto era estudar nalgumas tardes na igreja matriz, uma edificação imponente em frente à praça central, meio castelo medieval, meio conto de fadas, meio casa de Deus. Estudar para a primeira comunhão. Eu achava fria a igreja, embora dedicasse muitos minutos aos afrescos. Observá-los era rezar, mais do que decorar o Pai Nosso ou o Ato de Contrição na salinha atrás do altar com a irmã Maria. Preferia espreitar as galinhas que o padre criava no pátio. Preferia imaginar o padre sem a batina, tomando café da manhã num dia de inverno, cachecol no pescoço e voz de gripe. A missa era um ritual e não conversava com ele. Gostava de fazer fila para a eucaristia, mas temia que meus dentes mastigassem a hóstia. Ouvira de alguém que podia ser que o sangue de Cristo escorresse. Ficava com medo de um impulso. Passou. Depois da comunhão o bom era domingo de sol e roupa nova feita para a missa, o bom era furar as festas de outras primeiras comunhões. Tomar fanta e comer bolo com merengue. Tudo isso antes do almoço. Coisas de criança do interior. Das missas, restou a sonoridade dos sinos e algumas canções entoadas por corais de mulheres solteiras e afinadas. Eu crescera e o que a casa medieval me possibilitou, não bastou. Tinha muito enquadre. Levantar, ajoelhar, fazer o sinal da cruz, o temor e o pecado. Não. Na minha cabeça a doutrina aprisionava. Mais tarde, nas aulas do pré-vestibular os professores de história selaram o mito, deram a letra que me faltava para sair de vez de dentro da igreja. A religião servia ao Estado que amalgamava-se a ela num conluio demoníaco. Só podia ser. Em nome dela, dele, quanta coisa, crime, atrocidade, fogueira e desrazão. Mas como preencher o espaço entre o que eu era, achava que era, e o que acreditava ser maior do que eu e abarcante de todos? Conheci um pouco de filosofia, do andarilho Buda, li poetas doidos e aprendi a respirar fora dos templos. Era muito melhor. Fazia mais sentido. As cores das paredes das igrejas na natureza vibravam mais e eu ia. Até chegar em Ouro Preto e adentrar outra vez nos templos. E perceber que o sagrado evocado dentro, estava fora; mas também estava em mim. Sobretudo, a minha casa era eu mesma e o universo.

A religião é somatório de regras a que as pessoas se submetem, quando precisam se convencer de algo que nem bem sabem o que é.

A espiritualidade é um mergulho no coração, extraindo dele a noção de que o indivíduo e tudo o que o cerca e abarca, é o próprio coração.

PONTO SOLTO

A primeira vez que viajei para Minas foi a primeira vez que saí do Rio Grande do Sul. Estava no segundo ano da faculdade e naquele início dos 80, no auge das discussões sobre antipsiquiatria, organizamos uma ida a um congresso em BH, onde estariam alguns expoentes da América Latina e Itália no tema. Incluam-se aí festas para arrecadar dinheiro, pedágios nas ruas de Porto Alegre, rifas e todas as estratégias combinadas incluindo mesada dos pais. Fomos. Violões a bordo e canções do Milton até lá. A expectativa era total, sair do sul, ganhar as serras e as estradas, encontrar gentes outras e diferentes, ficar acampado na federal de Minas. Ouvir alguns dos caras que estudávamos, além dos botecos e shows de rock de um festival que estava rolando. A efervecência que eu amava.

O congresso super, eram tempos de iniciação às técnicas alternativas, Reich, mandalas, exercícios de respiração, relatos de experiências fantásticas do Alfredo Mofatt com gente que enlouqueceu, mas não foi segregada por viver em comunidades fazendo coisas que lhes davam sentido.

A semana e o congresso findando. Ouro Preto logo ali. Voltaríamos a Porto Alegre na tarde de domingo. Tudo encaixado então. Rodoviária, montanhas, mais montanhas. Ainda outras. Ponta de areia. A lua girou girou traçou no céu um compasso. As igrejas, nunca tinha visto coisa semelhante. E agora dos livros, estava dentro das fotos e não era mais foto, mas cheiro, ar movendo, concretude e emoção. Rodoviária. Pedra sabão. Passagem de volta comprada em conjunto. Pensei por instantes, e se? Desgarramos. Encosta, céu azul, coração de estudante. Igrejas, as fotos e a sensação de paz invadindo meu coração. Hora de voltar. Cadê as gurias com a passagem? Primeiro o impacto na garganta. Um troço fincado que desceu e acelerou o coração. Sangue nas têmporas martelando. Zonzeira. Tinha pouco tempo para encontrá-las. Por que não tinha tirado um boleto separado? Que mania de deixar a decisão na mão dos outros! Que idiota! O massacre intervalava e eu conseguia vasculhar os cantos, onde se meteram aquelas duas? Não tinha fim o tempo do descontrole. Idiota.

Rodoviária. Nada delas. O ônibus se foi. Fiquei eu. Ali. Estaqueada feito pelego de ovelha curando no sol. Sem dinheiro. Consegui contar aos trancos minha história no guichê. Aos trancos, falava no idioma do desespero, entrecortando o ritmo, molhando a frase em choro doído, perdi a viajem. “Se tiver lugar”. E se não tiver? “Tem fiscalização, não dá para ir em pé”. Não dá? Vou deitada! No meio daquela onda sem fim, aparece um colega do ano anterior, que me viu no desconserto e me pagou a passagem. Ok. Descendo da nuvem. Mas. Sempre tem um mas.

Chegaria em cima da hora e nada ficara arrumado. As coisas que a gente vai espalhando, amanhã eu arrumo. Despenquei do ônibus que já estava com motor ligado. “Vamos logo!”

Juntei como minhas mãos conseguiram, minha mente não estava lá. Entrei no ônibus.

Ao me verem, as gurias disseram, a gente pegou uma carona de volta. Ponto. Desculpa, a gente esqueceu que a passagem era junto. Meti cara de boba, pois as palavras sumiram. Sentada na poltrona, senti raiva, mais que raiva, tristeza. Essa coisa de ser esquecida me nubla. Fico solta, sem referência. Fico confusa, pra lá? Ou pra cá? Fico um ponto solto nesse tricot e em tricot, ponto solto é a porta do desmanche.

NUNCA ESTIVE TÃO

Engravidei aos 37 anos, dois anos depois de ter feito uma cirurgia de desobstrução de trompas, não especificamente realizada com a intenção de ter filhos, mas porque passara a sentir dor intensa no período que antecedia às menstruações. O casamento vinha desandando devagarinho no decorrer desse tempo, embora eu procurasse manter a situação maquiada. Sabia dela, da fragilidade da relação, e em vão lustrava com um paninho remendado a superfície que ficara opaca e sem viço. Acordar com enjôo e ter de sair correndo para o banheiro e cogitar a gravidez concreta foi o começo de um período muito muito difícil, mas de radical transformação. Eu que era mestre em interpretar o personagem de bem com tudo na vida, enveredei para um lugar de muita angústia, choro e sentimento de abandono. Não me vêm à lembrança outros momentos em que o choro me chegava tão intenso, tantas vezes e sem hora marcada para rolar. Experimentei confusão e medo. Às perguntas, como estava recebendo um filho em casa tão desarrumada, como ele perceberia a tempestade, o que ele guardaria disso para a sua vida, eu não conseguia responder. Era eu quem as formulava, era eu quem tentava dar sentido e era eu quem não encontrava nenhum. Estava sozinha. Nunca estive tão. Três ou quatro meses antes de meu filho nascer, aconteceu de fato a separação e o meu companheiro mudou de cidade. Eu que me achava tão norte, não obtive o que desenhei, a mulher e o homem berçando o filho. Sentia  uma coisa forte, definitiva, acontecendo dentro do corpo, na minha cabeça; sobretudo, no coração. Um sentimento de felicidade boba, sem melhor definição; pois leve, bem delicado. Simples, a vida, dentro da vida. Contudo, sentia misturada àquele sentimento bom, uma outra coisa densa. Um tampão a obstruir a passagem de ar, que me deixava sufocada como criança com nariz entupido no inverno. Era um nó e cego. Complicado ou impossível de desatar. Lidar com essas coisas era lidar com a relação desgastada, era lidar com a impotência diante da circunstância, com o sentimento de abandono, de insignificância, com a iminente separação num momento que entendia e desejava ser experimentado numa atmosfera completamente distinta da que estava acontecendo. Foi quando ouvi o coração de algumas semanas pulsar através do aparelho de ultrasom que acordei e me botei em pé. A barriga cresceu, as evoluções do bebê dentro do útero, um pé aqui, uma embolada ali, me botou a caminhar. Mas eu precisava falar, humanizar meus sentimentos, transmutar aquela dor. Para alguns do meu convívio ainda fingia que estava tudo bem. Para os mais de casa, deixava escapar que tinha algo que estava mudando e para sempre. Foi a época do encontro com o yoga e com as músicas orientais. Foi como aliviei, centrei e pude cuidar daquela vida que apontou num tempo para lá de complicado, a vida que me ajudou a prosseguir.

Esse texto foi escrito por Helena Garcia, leia também o texto de João publicado no vedantaonline.org 

Não sei bem onde está o começo, se há começo

Não sei bem onde está o começo, se há começo. O de que me lembro era a vontade de silêncio, quando as coisas ganhavam barulho demais. O de que me lembro era a leitura atenta, primeiro, dos livros que a mãe trazia da biblioteca da escola para os dias das chuvaradas no inverno duro do sul. Depois, a procura, estante a estante, na biblioteca municipal de algo que me ajudasse a processar o mundo e a mim mesma. Encontrei o Herman Hesse, o Fernando Pessoa, o Hermógenes e o Gibran numa fase de descobertas adolescentes ajudada pelas queridas professoras de filosofia e psicologia do ensino médio. Foi. Enquanto lia, viajava para dentro mais um pouco e de lá retornava com uma disposição diferente para atravessar os dias e descobrí-los. As nuances, os turbilhões, o claro, o escuro. Nessa época conheci o mar. Atravessei o estado, do oeste, lugar dos campos ondulados, do céu apinhado de estrelas no despovoado da campanha, ao leste. Aquele céu juntou-se à água, a mesma imensidão. Guardei.

Anos depois, quando fui demitida do meu primeiro trabalho como psicóloga em Porto Alegre e não vendo muita perspectiva de sustentação e autonomia na capital, decidi deixar tudo para trás e voltei para a cidade onde nasci. Lá trabalhei no campo, num lugar onde não havia luz elétrica e água encanada, fazendo coisas bem distintas do que fazia no espaço urbano. Passado um tempo, voltei a trabalhar na cidade num projeto com adolescentes em situação de rua e num outro com idosos asilados. E foi no asilo que conheci o yoga. Trabalhei junto com a Jacqueline Brenner Zamberlam*, instrutora de yoga, estudiosa das coisas que eu desenvolvera afinidade pelas leituras que descobrira na adolescência. O trabalho era simples. Conversávamos com as pessoas; sobretudo, as escutávamos, respirávamos e alongávamos. Dali a experimentar o yoga num outro contexto foi rápido. Engravidei em momento complicado do casamento e a prática iniciada me ajudou a achar o rumo, aquietar os sentimentos desordenados. Na época, eu fazia três coisas que hoje reconheço terem sido fundamentais, nadava, praticava yoga e estudava para um concurso público em Porto Alegre. A presença da água dentro e fora de mim, a fluidez dos movimentos do corpo na possibilidade da piscina, a música utilizada na hora do relaxamento estaiaram meu barco e partí. Ancorei em Porto Alegre outra vez. O Bruno nasceu, está crescendo, casei de novo e mudamos para Florianópolis. Aqui perto está o mar, cujo rumor, barulho, vento e força ouço e sinto sempre que ganho o silêncio. Silêncio que apreendo e aprendo do yoga e do vedanta. Coisas que me afetam positiva e definitivamente e me fazem diferente do que fui, me aproximando cada vez mais do que sou.

  • A mesma Jacqueline, 15 anos depois disso tudo, me apresentou o curso on line grátis do Jonas.

Leia também o texto de Bianca Vettorato sobre seu encontro com Vedanta